Estarei sentada aqui nesta varanda
Ou junto à nossa cerca de jasmim,
Esperando por quem tão longe anda,
Eu, esta que nem mesma sei de mim.
Bá! A quanto tempo espero assim!
A quanto... ouço roncos à distância
Do teu veloz e novo Aston Martin,
Que disseste supriria a tua ânsia
De mais vertigem, ventos que haveriam
Nas estradas do mundo e que viriam
Todas convergir aos nossos muros.
Vem! Tu prometeste, não me deixes,
Ou logo estarei muda como os peixes,
Vê, já não posso fazer versos mais puros...
(sem data)
domingo, 14 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Outros tempos (de Alma Welt)
Bá! Como corríamos no prado!
Havia flores de todos os matizes,
Risos e canções por todo lado,
Os tempos eram outros e felizes...
Olhar estrelas e cantar à lua cheia,
Algo que no ouvido ainda soa,
Quando se apagava uma candeia
Para na varanda estar à toa
E ouvir os rumores circundantes
Como os cantos vagos e dispersos
Dos sapos e o latir de cães distantes.
Também, meu pai Maestro, todo ouvidos,
Instando-me a declamar uns versos
Que nos pusesse a todos comovidos...
08/11/2006
Havia flores de todos os matizes,
Risos e canções por todo lado,
Os tempos eram outros e felizes...
Olhar estrelas e cantar à lua cheia,
Algo que no ouvido ainda soa,
Quando se apagava uma candeia
Para na varanda estar à toa
E ouvir os rumores circundantes
Como os cantos vagos e dispersos
Dos sapos e o latir de cães distantes.
Também, meu pai Maestro, todo ouvidos,
Instando-me a declamar uns versos
Que nos pusesse a todos comovidos...
08/11/2006
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